A Palavra invencível Leave a comment

As páginas inspiradas da Bíblia infalível constituem a Palavra inerrante de Deus. Cada palavra antiga nessas páginas é parte de um testemunho atemporal e transcendente, um testemunho sem falha ou erro. A Bíblia não é a palavra de homens, mas a revelação divina que procedeu da boca de Deus. Enfaticamente, a Bíblia afirma isso de capa a capa.

No Antigo Testamento, Davi declarou: “As palavras do Senhor são palavras puras, prata refinada em cadinho de barro, depurada sete vezes” (Sl 12.6). Isso significa que as Escrituras são absolutamente puras, como se elas tivessem sido purificadas num forno até ficar sem qualquer liga. Um salmista anônimo afirmou: “Puríssima é a tua palavra” (Sl 119.140). Isso declara que a Bíblia, a própria Palavra de Deus, é inteiramente perfeita em todas as suas circunstâncias. Salomão concordou com essa afirmação: “Toda palavra de Deus”, disse ele, “é pura” (Pv 30.5). Em outras palavras, não há na Palavra de Deus qualquer impureza de opinião mundana, nenhuma amálgama da sabedoria do homem. É a verdade inadulterada do Deus vivo.

No Novo Testamento, Jesus declarou: “A tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). “Verdade” significa realidade, como as coisas realmente são. É a autorrevelação do próprio Deus, de tudo que é consistente com seu ser santo. A verdade não é o que afirmam ser a cultura ou a sociedade. Tampouco é o que a maioria de uma população a considera ser. Não é como nós percebemos ou definimos a realidade. Verdade é aquilo que Deus afirma.

O pecado é como Deus o define. Salvação é aquilo que Deus afirma. Céu e inferno são como Deus os descreve. Paulo escreve: “Seja Deus verdadeiro, e mentiroso, todo homem” (Rm 3.4).

A verdade está entrelaçada na natureza trina de Deus. As Escrituras nos dizem que Deus é o “Deus da verdade” (Sl 31.5). O Filho de Deus é “a verdade” (Jo 14.6). O Espírito de Deus é “o Espírito da verdade” (Jo 14.17). A Palavra de Deus é “a palavra da verdade” (2Co 6.7). Cada aspecto de Deus – sua natureza, sua pessoa e sua Palavra – é verdade. Não há disjunção entre Deus e verdade.

As Escrituras são a “lei perfeita” (Tg 1.25), sendo que perfeito indica que as Escrituras são o registro inadulterado da verdade divina. A Bíblia é também “leite (…) puro” (1Pe 2.2 – NVI), sendo que a palavra puro significa não misturado com qualquer impureza humana. A Bíblia diz: “É impossível que Deus minta” (Hb 6.18). Se as Escrituras são a Palavra de Deus, e elas são, e se é impossível que Deus minta, e é, então precisamos concluir que é impossível que a Bíblia minta. Paulo afirma isso quando escreve: “Deus (…) não pode mentir” (Tt 1.2). Existem certas coisas que Deus não pode fazer. Ele não pode agir de modo contrário à sua própria natureza santa. Portanto, Deus jamais pode representar de modo errado a realidade de qualquer assunto em sua Palavra.

Afirmando esse fato, Charles Haddon Spurgeon disse: “Se eu não acreditasse na infalibilidade das Escrituras – em sua infalibilidade absoluta de capa a capa, eu jamais voltaria a subir neste púlpito”. O mesmo deveria valer para todos que administram a Palavra. Aqueles que não creem na inerrância da Palavra de Deus jamais deveriam subir ao púlpito. Mas aqueles que creem nisso devem proclamar a verdade da Bíblia do topo do prédio mais alto.

Trecho extraído do livro A Palavra Inerrante: perspectivas bíblicas, históricas, teológicas e pastorais, Editora Cultura Cristã.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Abrir Chat